O Evento

VII Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais

feminismo como resistência

O Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais (SNGPC) iniciou com uma parceria promissora entre as Universidade Federal da Paraíba e a Universidade Estadual da Paraíba. Com o objetivo de congregar professores e pesquisadoras/es, estudantes, especialistas, profissionais, integrantes de Organizações Não-Governamentais, Núcleos de Pesquisa, Centros e Programas Universitários de Estudos de Gênero no Brasil, o I Seminário Nacional Gênero e Prática Culturais, cujo tema central era: desafios Históricos e saberes interdisciplinares, aconteceu de 04 a 06 de setembro de 2007. O debate propiciado por ambas instituições no evento partiu de dois âmbitos estratégicos para a potencialização de ações educativas promotoras da equidade de gênero: primeiro, a articulação de pesquisas interdisciplinares e, segundo, a formação do educador, com vistas à atualização do conhecimento e à socialização de experiências na referida área.

O II Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais, realizado nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2009, em torno da temática Culturas, leituras e representações, teve como objetivos: promover a reflexão e o debate das/dos participantes sobre as relações de gênero que se estabelecem em instâncias sociais distintas e analisar o discurso sobre gênero elaborado por diferentes representações culturais, na perspectiva de contribuir para a construção de novas relações de gênero pautadas na igualdade de oportunidades e no cumprimento aos direitos humanos.

O III Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais representou um amadurecimento da parceria acadêmica entre as duas universidades citadas, desde 2007, quando se organizou a primeira edição, reunindo participantes oriundos de diversos estados do Brasil. A terceira edição empreendeu um esforço coletivo para conhecer e socializar a produção intelectual desse campo de conhecimento, a partir da temática central: Olhares diversos sobre a diferença. O evento propôs a reflexão sobre os processos sociais que têm convertido as diferenças sociais em fontes de discriminação e desigualdades, estimulando o diálogo entre diversas epistemologias contemporâneas (pós-modernas, pós-estruturalistas, feministas, teoria Queer, Estudos Culturais, Estudos Subalternos) que refletem sobre a forma como tais processos de diferenciação são construídos. A segunda preocupação que orientou o III Seminário era a criação de espaços de diálogo entre os saberes da academia e os movimentos sociais cujo campo de atuação é perpassado pelas questões abordadas.

No início da segunda década do século XXI, em nosso país, tal como no resto do mundo, os estudos acerca da problemática gênero e práticas culturais têm contribuído significativamente para a expansão teórica reflexiva, possibilitando entender as transformações constitutivas de relacionamentos e estilos de vida em uma determinada época e espaço. Nesse sentido, a realização e a promoção do intercâmbio de experiências entre estudiosos de diferentes instituições e regiões do país, a partir da década de 1970 (cenário de importantes lutas e conquistas), têm tratado, pois, do reconhecimento da histórica dimensão da desigualdade e exclusão sociocultural até então não trabalhada no âmbito acadêmico, sobretudo, em relação às, assim denominadas, minorias. A esta condição inovadora que se consolidou, ressalte-se que, nas últimas três décadas, foram produzidos nos Movimentos Sociais, nas Organizações Não-Governamentais e em outras instâncias da sociedade civil, inúmeros trabalhos, experiências, práticas, vivências e enfrentamentos, bem como monografias, dissertações e teses nos diversos Programas de Pós-Graduação, com destaque para áreas de conhecimento da Educação, Letras e Ciências Humanas. Imbuídas dessa consciência, a UFPB e a UEPB realizaram no período de 27 a 29 de dezembro de 2013 o IV Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais, tendo como tema central: subjetividades e contradiscursos.

As quatro edições aconteceram nos espaços da Universidade Federal da Paraíba de modo bastante exitoso e contando com a presença de pesquisadores/as, discentes e docentes das mais diversas IES, membros de outras entidades educativas, organizações não governamentais e movimentos sociais de todos os estados do país, revelando a importância do espaço dialogal criado pelo evento que, por sua vez, já tem seu lugar assegurado na área da Educação, das Ciências Sociais e afins.

Na quinta edição do evento que aconteceu no período de 26 a 28 de novembro de 2015, no Campus do Itaperi/UECE, a parceria foi ampliada para mais duas instituições que já têm estabelecido diálogos pelo intercâmbio na formação discente, docente e de pesquisadores/as, a UECE e a UFC. Desta feita, o V Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais pretendeu fomentar o debate a partir da temática central: Feminismos, cidadania e participação política no Brasil. Essa edição os 80 anos (1934- 2014) da garantia por lei da conquista do voto feminino que abriu espaço para a inserção política da mulher e consequentemente um avanço no exercício/vivência de sua cidadania.

É importante enfatizar que concepção de gênero que sempre orientou o Seminário é a de uma categoria relacional, isso quer dizer, que os gêneros se definem na relação com o outro, e sendo um aspecto das relações sociais e culturais de poder e de subjetivação, o gênero se articula com outros tipos de relações sociais – geração, raça, etnia, classe, profissão, sexualidade – de maneiras cada vez mais diversas, indicando novos sentidos e perspectivas de integração em relação à condição humana.

A sexta edição comemorou dez anos de debates necessários e instigantes para a formação de pessoas mais éticas. Teve como eixo central de discussões Interfaces com as relações étnico-raciais. Debate que se faz urgente considerando uma conjuntura que tem se destacado por uma permanência e, infelizmente, até ampliação, de violências de toda espécie que apontam insistentemente para intolerâncias a questões associadas a gênero, sexualidade, raça, etnia. Ora por um assunto, ora pela associação de mais de um deles. Concebemos que discutir a interface dessas temáticas pode contribuir para fomentar o respeito às diversidades, às diferenças e às identidades, bem como combater o preconceito e a discriminação associado(a) a tais questões.

VII Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais: Feminismo como Resistência, acontece nos dias 27 a 29 de novembro de 2019 na Universidade Federal da Paraíba.

O evento propõe como eixo central de discussões o papel dos movimentos feministas no cenário de retrocessos e fragilidades da democracia, com o avanço do fascismo e tudo que ele representa no Brasil do século XXI. Debate que se faz urgente considerando a realidade de ampliação do ódio e violências contra mulheres, LGBTs, negros/as e indígenas,

Concebemos que discutir o Feminismo como Resistência pode contribuir para fomentar o respeito às diversidades, às diferenças e às identidades, bem como combater o preconceito e a discriminação associado(a) a tais questões.

Esperamos por você!